Mostrar mensagens com a etiqueta OPOSIÇÃO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta OPOSIÇÃO. Mostrar todas as mensagens

3 de junho de 2010

HUMBERTO DELGADO

Humberto Delgado
Humberto Delgado
Político português, nasceu a 15 de Maio de 1906, em Boquilobo, concelho de Torres Novas, e morreu a 13 de Fevereiro, possivelmente em Badajoz. Jovem oficial, participou no movimento militar de 28 de Maio de 1926, que derrubou a República liberal e implantou em Portugal a Ditadura Militar que, poucos anos mais tarde, iria dar lugar ao Estado Novo liderado por Salazar. Durante muitos anos comungou das posições oficiais do regime salazarista, particularmente do seu violento anticomunismo. A sua atitude política, aliada a uma reconhecida competência técnica, levou-o a ascender rapidamente na escala hierárquica (será o general mais jovem da Força Aérea) e a ocupar posições de destaque, nomeadamente como Director da Aeronáutica Civil, membro da missão militar que negociou com o Reino Unido as condições de utilização de instalações militares nos Açores na decisiva fase final da guerra contra o Eixo na Europa, e em cargos de elevada responsabilidade na representação de Portugal na orgânica da NATO, nos Estados Unidos. Estas duas últimas experiências colocá-lo-ão em contacto com a vida política das democracias ocidentais, que vivamente o impressionam e o levam a questionar a legitimidade do regime que até aí servira. Regressado a Portugal, aceita o convite de personalidades oposicionistas para se candidatar à Presidência da República, tendo como concorrentes, no campo oposicionista, o Dr. Arlindo Vicente (que virá a desistir a seu favor), e, no campo governamental, o Contra-Almirante Américo Thomaz. Imprime à campanha um ritmo vivo, até aí desconhecido da vivência oposicionista, manifestando-se decididamente contrário à continuação de Salazar à frente do Governo -- quando questionado, publicamente, sobre as suas intenções quanto a Salazar na eventualidade de vencer as eleições, responde secamente "Obviamente, demito-o!", o que equivalia a uma declaração de guerra ao regime. Esta frase, celeremente celebrizada, incomodou os mais conservadores dos seus apoiantes, mas incendiou os espíritos das massas populares que o vitoriaram durante a campanha (com particular destaque para a entusiástica recepção popular no Porto). Apesar do apoio popular, os resultados eleitorais oficiais atribuem-lhe a derrota, que tanto o próprio General como a Oposição em geral nunca aceitarão. Convencido de que o regime não poderá ser derrubado pelas urnas, procura atrair as chefias militares para um putsch, ficando desiludido pela falta de receptividade ao seu apelo. Considerando-se em perigo, refugia-se na Embaixada do Brasil, aí ficando largos meses até lhe ser permitido partir para o exílio, onde debalde tentará congraçar os núcleos oposicionistas exilados; somando desilusões e traições, rodeado de colaboradores indisciplinados, dá cobertura à Operação Dulcineia, desencadeada pelo seu aliado Capitão Henrique Galvão (outro dissidente do regime), que consiste na captura do paquete Santa Maria (baptizado "Santa Liberdade"), que será utilizado como veículo de propaganda que atrairá as atenções da opinião pública internacional para a situação política no País. A operação coincide com o início da guerra em Angola, fazendo nascer suspeitas de entendimento entre os oposicionistas portugueses e a direcção dos movimentos independentistas africanos. A sua tendência para privilegiar a solução militar para o derrube do regime, a sua ousadia (que justifica o qualificativo de "General Sem Medo"), que muitos desentendimentos provocará no seio da oposição no estrangeiro e no interior, leva-o a planear e executar uma nova tentativa revolucionária, com a colaboração de conspiradores militares e civis --tomando de assalto o quartel de Beja (Ano Novo 1961-1962), e eventualmente outras posições, partiria à conquista dos pontos fulcrais do País. Falhando a revolta, o General, que entrara clandestinamente em Portugal, volta a atravessar a fronteira, para nunca mais regressar à Pátria. Desloca mais tarde as suas actividades para o Magrebe, onde procura outros apoios e aliados (Ben Bella, o Partido Comunista Português e os movimentos de libertação das colónias portuguesas, entre outros); os desacordos políticos e as incompatibilidades entre o General, que continua a crer na viabilidade do derrube do regime salazarista pela força das armas, e outros sectores, nomeadamente o Partido Comunista Português, que privilegiam a luta política paciente e pacífica, isolam progressivamente o General Delgado, que cada vez mais se distancia da realidade portuguesa. Este isolamento proporciona, em 1965, a montagem de uma armadilha fatal: crendo vir ao encontro de conspiradores do interior que partilhariam as suas ideias, Delgado dirige-se à fronteira de Badajoz, sendo aí assassinado por um comando da PIDE. De 13 de Fevereiro até 24 de Abril, data em que o seu corpo foi descoberto, perto de Villanueva del Fresno, foi dado como desaparecido.
O regime nunca reconhecerá oficialmente as suas responsabilidades pelo facto, mas os seus autores virão a ser levados a juízo após a revolução de 25 de Abril de 1974; entretanto, o clamor que se erguera na opinião pública criara significativas dificuldades políticas a Salazar. Após a restauração da democracia, promovido postumamente a marechal, o seu corpo será trasladado com todas as honras para o Panteão Nacional.

2 de maio de 2010

PARTIDOS POLITICOS: UNIDADE REVOLUCIONÁRIA MARXISTA LENINISTA:URML

Unidade Revolucionária Marxista-Leninista (URML), surgida em 1970, e que teve uma breve aproximação aos trotskistas.
A URML (Unidade Revolucionária Marxista-Leninista), criada em 1970, foi formada por activistas que se conheceram precisamente no contexto das eleições na CDE em Lisboa.

NORTON DE MATOS

NORTON DE MATOS

José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos (Ponte de Lima, 23 de Março de 1867 — Ponte de Lima, Portugal, 3 de Janeiro de 1955) foi um general e político português.
Depois de frequentar o colégio em Braga foi, em 1880, para a Escola Académica, em Lisboa.
Quatro anos depois iniciou o seu curso na Faculdade de Matemática em Coimbra. Fez o curso da Escola do Exército e, em 1898, partiu para a Índia Portuguesa, onde organizou os cadastros das terras. Começou aí a sua carreira na administração colonial, como director dos Serviços de Agrimensura. Acabada a sua comissão, viajou por Macau e pela China em missão diplomática.
O seu regresso a Portugal coincidiu com a proclamação da República. Dispondo-se a servir o novo regime, Norton de Matos foi chefe do estado-maior da 5ª divisão militar. Em 1912 tomou posse como governador-geral de Angola. A sua actuação na colónia revelou-se extremamente importante, na medida em que impulsionou fortemente o seu desenvolvimento, protegendo-a, de certa forma, da ameaça contínua que pairava sobre o domínio colonial português, por parte de potências como a Inglaterra, a Alemanha e a França.
Foi demitido do cargo em 1915, como consequência da nova situação política que se vivia em Portugal durante a Primeira Guerra Mundial. Foi depois chamado, de novo, ao Governo, ocupando o cargo de ministro das Colónias, embora por pouco tempo. Em 1917, um novo golpe revolucionário obrigou-o a exilar-se em Londres, por divergências com o novo governo. Regressou à pátria e foi delegado de Portugal à Conferência da Paz, em 1919. Mais tarde, foi promovido a general por distinção e nomeado Alto Comissário da República em Angola. Na Primavera de 1919, foi delegado português à Conferência da Paz. Em Junho de 1924, exerceu as funções de embaixador de Portugal em Londres, cargo de que foi afastado aquando da instauração da Ditadura Militar.
Foi, em 1929, eleito grão-mestre da maçonaria portuguesa.
Em 1948, participou nas eleições presidenciais de 1949, reivindicando a liberdade de propaganda e uma melhor fiscalização dos votos. O regime de Salazar recusou-se a satisfazer estas exigências. Obteve vastos apoios populares e apoio de membros da oposição. Devido à falta de liberdade no acto eleitoral, e prevendo fraudes eleitorais, ele acabou por desistir depois de participar em comícios e outras manifestações de massas.

ARA: BRAÇO ARMADO DO PCP

ARA
A Acção Revolucionária Armada - ARA foi uma organização portuguesa criada pelo PCP cujo objectivo foi a luta armada contra a ditadura fascista.
Surgiu publicamente em Outubro de 1970 com a publicação de um comunicado em que reivindicava a sua primeira acção armada, em 26 deste mês, contra o navio Cunene, um navio de transporte utilizado na logística das guerras coloniais de Portugal em Angola, Moçambique e Guiné (Bissau,) e suspendeu a luta armada em 1 de Maio de 1973.
O levantamento da organização iniciou-se em Janeiro de 1966 com a deslocação a Moscovo e a Cuba de dois quadros do PCP, Rogério de Carvalho, membro do Comité Central daquele partido e de Raimundo Narciso, ambos a viver na clandestinidade em Portugal. Em 1964 o PCP fora vítima de uma cisão maoísta que acusava o Partido de revisionismo, nomeadamente por alegadamente ter "abandonado a via armada" da Revolução. A criação da ARA, foi muito longa e plena de vicissitudes decorrentes das difíceis condições de luta na clandestinidade.
A ARA foi responsável por várias operações de entre as quais se destacam a destruição de helicópteros e aviões dentro da base militar de Tancos ou a sabotagem ao COMIBERLANT - Comando Ibérico da Área Atlântica da NATO.

PARTIDO POLÍTICO: FRENTE DE ACÇÃO POPULAR: FAP


A CONSTITUIÇÃO DA FRENTE DE ACÇÃO POPULAR E DO COMITÉ MARXISTA-LENINISTA PORTUGUÊS (1964-1966)
Pela primeira vez em Portugal, surge, a partir de Janeiro de 1964, uma organização
política que se situa à esquerda do PCP. É um grupo de dissidentes, dirigidos por
Francisco Martins Rodrigues, João Pulido Valente e Rui D’Espinay, e que vão criar uma
organização política de massas - a Frente de Acção Popular Anti-Fascista –
genericamente conhecida por «FAP»

PARTIDO POLÍTICO:COMITÉ MARXISTA LENINISTA PORTUGUÊS: CMLP

CMLP
C O M I T É M A R X I S T A – L E N I N I S T A P O R T U G U Ê S .
( 1 9 6 4 - 1 9 7 5 )
A RUPTURA NO INTERIOR DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
A origem do chamado movimento marxista-leninista português tem início ainda no
interior do PCP. Este situação prende-se com o facto de haver no partido, inclusive no
próprio Comité Central, divergência políticas que, gradualmente, foram evoluindo para
divergências ideológicas.
Na base do conflito está a análise da situação política decorrente da crise de 1962
que, para alguns militantes, era considerada uma situação revolucionária a que o partido
deveria ter dado uma resposta mais activa. Segundo esses militantes, estavam criadas
condições objectivas para desencadear acções violentas.
A resposta do Comité Central não só não foi positiva como os militantes em causa
foram sancionados. Assim, a partir de meados de 1963, Francisco Martins Rodrigues,
membro do comité central e evadido da cadeia de Peniche, em 1960, juntamente com
Álvaro Cunhal, encabeçará essa dissidência.
E, finalmente, a extinção
da organização, em Janeiro de 1976, dando lugar ao Partido Comunista Português
(reconstruído) - PCP (r).

30 de abril de 2010

PARTIDO POLÍTICO: COMITÉS COMUNISTAS REVOLUCIONÁRIAS MARXISTAS-LENINISTAS: CCRML

CCRML – Os Comités Comunistas Revolucionários Marxistas-Leninistas, como estrutura clandestina marxista-leninista-maoísta foram fundados em finais de 1969, fruto duma cisão ocorrida no seio do Comité Marxista-Leninista Português.
Os CCRML na apresentação do seu manifesto de princípios em Janeiro de 1970 expuseram os motivos gerais para a rotura, na medida em que acusam o CMLP de «dogmáticos na teoria» e «burgueses na prática».
Foram seus dirigentes ou destacados militantes: João Bernardo, principal ideólogo e secretário-geral, António Rocha, Paula Fonseca, João Vieira Lopes, José Mariano Gago, Rui Teives Henriques, Acácio Manuel de Frias Barreiros (1948+2004) e Jorge Paulo Sacadura de Almeida Coelho.
Editou o boletim e órgão teórico VIVA O COMUNISMO, o órgão interno VANGUARDA OPERÁRIA, o boletim LES LUTTES DE CLASSES AU PORTUGAL (em francês), e o jornal CAUSA OPERÁRIA.
Chegou a ter relevantes núcleos clandestinos no Instituto Superior Técnico e na Carris de Lisboa. O seu fundador, João Bernardo, seria expulso da organização logo a seguir ao 25 de Abril, acusado de desvio trotskysta e de ligações «a grupos denunciados pelos camaradas chineses».
Contudo, o próprio João Bernardo, teve a honrosa amabilidade de nos informar que por sua iniciativa abandonou «a organização, junto com alguns militantes, aquando do 25 de Abril».
Os CCRML estiveram na origem da UDP, fundada em Dezembro de 1974, por união formal com os CARP (ML) e URML.
CCRML-Extrema-esquerda maoísta -1969-João Bernardo e J. Vieira Lopes-Cisão do CMLP

PARTIDO POLÍTICO: COMITÉ DE APOIO À RECONSTRUÇÃO DO PARTIDO (MARXISTA-LENINISTA):CARP (ML)

CARP (ML) – O Comité de Apoio à Reconstrução do Partido (Marxista-Leninista) era uma organização clandestina marxista-leninista-maoísta fundada em 1973, em Itália, que se reclamava como continuadora e legatária legítima do Comité Marxista-Leninista Português (CMLP).
Embora detido há muitos anos, Francisco Martins Rodrigues, “Chico Martins”, foi o seu ideólogo máximo, a partir da prisão de Peniche. Logo a seguir ao 25 de Abril funde-se com o Grupo «Luta Comunista», mantendo, contudo, a mesma denominação.
Como seu órgão teórico publica a LONGA MARCHA, e o jornal LUTA COMUNISTA, este a partir de 1974.
Estará na génese da UDP, criada em Dezembro de 1974 como frente eleitoral por junção informal com os grupos CCRML e URML.
Em Maio de 1975 fundiu-se definitivamente com os mesmos agrupamentos para criar a Organização para a Reconstrução do Partido Comunista (Marxista-Leninista).
Esta novel organização, ORPC (ML), por posterior fusão com o CMLP e OCMLP, decidida na conferência de Agosto de 1975, originou o Partido Comunista Português (Reconstruído), PCP (R), constituído em Dezembro de 1975, o qual foi formalmente dissolvido em Dezembro de 1992, e extinto de facto em Agosto de 2002, por acórdão do Tribunal Constitucional.
CARP(ML)-Extrema-esquerda maoísta -1973-Francisco Martins Rodrigues-Cisão do CMLP

PARTIDO POLÍTICO: COMITÉS DE LUTA ANTI-COLONIAL E ANTI-IMPERIALISTA:CLAC

CLAC – Os Comités de Luta Anti-Colonial e Anti-Imperialista foram fundados em 1972, integrada na orgânica clandestina afecta à Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa (OCMLP), que perfilhava a teoria marxista-leninista-maoísta.
Tinha como objectivos essenciais o «apoio político aos movimentos de libertação», propondo-se participar «no combate ao imperialismo e ao social-imperialismo», na «recusa de defesa da pátria imperialista», na sabotagem do «esforço de guerra da burguesia», advogando «junto dos trabalhadores» a urgência da «derrota do exército colonialista português».
Editava o órgão OS POVOS DAS COLÓNIAS VENCERÃO!, com pelos menos setes números publicados em 1972 e 1973. O grupo diluiu-se naturalmente em 1975, dentro da estrutura geral da OCMLP.
CLAC-Extrema-esquerda maoísta -1972-Estrutura da OCMLP, visando a luta contra a guerra colonial.

PARTIDO POLITICO: COMISSÕES DE BASE SOCIALISTAS

CBS – As Comissões de Base Socialistas surgiram em Junho de 1973, em resultado duma cisão no seio da Comissão Democrática Eleitoral (CDE), apresentando-se como uma frente unitária visando realizar a «frente popular» conducente a uma «revolução socialista».
Editava o jornal clandestino LUTAR PELO SOCIALISMO, sendo a Isabel do Carmo, antiga militante do MUD Juvenil, do PCP e da CDE, e Miguel de Oliveira e Silva, os dirigentes com maior visibilidade.
Passou formalmente a frente unida de esquerda em 24 de Maio de 1974, unindo militantes do PRP, da LCI e da URML.
CBS-Esquerda revolucionária-Junho de 1973-Isabel do Carmo e Oliveira e Silva-Cisão do Movimento CDE

PARTIDO POLÍTICO:PARTIDO REVOLUCIONÁRIO DO PROLETARIADO BASES PELA REVOLUÇÃO: BRIGADAS REVOLUCIONÁRIAS:BR

PARTIDO REVOLUCIONÁRIO DO PROLETARIADO BASES PELA REVOLUÇÃO
BR – As Brigadas Revolucionárias eram uma organização clandestina de esquerda, do tipo guevarista, que preconizava a acção armada como forma de luta contra o regime fascista e o aparelho militar colonial, a qual procurava «pela prática, a criação duma alternativa revolucionária».
Surgiram em Setembro de 1970, com o apoio formal dos núcleos de militantes duma facção da Frente Patriótica de Libertação Nacional, sedeada na Argélia, englobando também dissidentes do PCP e alguns sectores de católicos progressistas.
O primeiro grupo operacional teria sido simbolicamente fundado no Barreiro, já que a organização tinha como objectivo a «revolução socialista».
A sua primeira acção foi o ataque às instalações da base militar da NATO na Fonte da Telha, a 7 de Novembro de 1971, apresentado em comunicado como um acto de «solidariedade entre o povo português e os povos das colónias».
A este seguiram-se a destruição de uma bateria de canhões em Santo António da Charneca (Novembro de 1971), atentados contra o abastecimento da rede eléctrica de alta tensão a Lisboa (Maio de 1972), destruição de 11 camiões do Exército Português (Julho de 1972), sabotagem das instalações da Marconi (Setembro de 1972), assalto aos Serviços Cartográficos do Exército (Dezembro de 1972), ataque a instalações militares (Distrito de Recrutamento Militar de Lisboa, Quartel-Mestre General do Exército, Quartel-General da Região Militar do Porto, 1973), ataque com explosivos contra o Ministério das Corporações (Maio de 1973), ataque à sede do Movimento Nacional Feminino (1973), rebentamento de um engenho explosivo no Quartel-General do Exército em Bissau (Fevereiro de 1974), etc.
Pelo seu organigrama funcional, estruturado em pequenas brigadas autónomas clandestinas, foi das organizações revolucionárias empenhadas na luta armada contra o regime (LUAR, ARA, BR), a que melhor resistiu à repressão e infiltração da PIDE.
A partir de 1973 passou a estar associado, ideológica e organicamente, ao recém-formado Partido Revolucionário do Proletariado.
Carlos Antunes, antigo militante do PCP e da FPLN, dirigia o aparelho clandestino operacional usando o nome de clandestinidade de “André Sérgio”, enquanto Isabel do Carmo liderava o aparelho logístico das BR. Foram seus destacados militantes, entre outros, Manuel Dias Ramos e António Santana Alho.
Setembro de 1970-Carlos Antunes e Isabel do Carmo-Cisão da FPLN

28 de abril de 2010

PALMA INÁCIO

Hermínio da Palma Inácio (n. 1922 - 2009)
Hermínio da Palma Inácio

Mecânico da Aeronáutica civil, destacado militante e fundador da LUAR, protagonizou algumas arrojadas operações de sabotagem contra o regime salazarista; foi um dos principais intervenientes no assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz em 1974.
Foi libertado da prisão de Caxias em 25-4-74. Militante do PS no pós 25 de Abril, foi indicado pelo Presidente Mário Soares, em 1995, para receber a Ordem da Liberdade, ordem que não viria a ser-lhe conferida por alegadas pressões exercidas por sectores mais conservadores da sociedade portuguesa.

26 de abril de 2010

MUNAF

O Movimento de Unidade Nacional Antifascista (MUNAF) foi uma organização política clandestina de oposição ao Estado Novo formada em 1944, tendo como parte da sua direcção Bento de Jesus Caraça e que viria a ser o embrião do MUD.
Pretendia agrupar e reorganizar a oposição (desorganizada naquele tempo).
Contou com a participação e a militância de muitos opositores democráticos, como Mário Soares.

MUD

O O Movimento de Unidade Democrática (MUD) foi uma organização política de oposição ao
regime salazarista, formada após o final da II Guerra Mundial, em 8 de Outubro de 1945, com a autorização do governo; era herdeiro do anterior MUNAF.
Ele foi criado para reorganizar a oposição, prepará-la para as eleições e para proporcionar um debate público em torno da questão eleitoral.
Porém, como conseguisse em pouco tempo grande adesão popular (principalmente intelectuais e profissionais liberais) e se tornasse uma ameaça para o regime, Salazar ilegalizou-o em Janeiro de 1948, sob o pretexto de que tinha fortes ligações ao PCP.
Apesar de tudo, viria ainda a apoiar a candidatura presidencial do general Norton de Matos, em 1949. (MUD) foi uma organização política de oposição ao regime salazarista, formada após o final da II Guerra Mundial, em 8 de Outubro de 1945, com a autorização do governo; era herdeiro do anterior MUNAF.
Ele foi criado para reorganizar a oposição, prepará-la para as eleições e para proporcionar um debate público em torno da questão eleitoral.
Porém, como conseguisse em pouco tempo grande adesão popular (principalmente intelectuais e profissionais liberais) e se tornasse uma ameaça para o regime, Salazar ilegalizou-o em Janeiro de 1948, sob o pretexto de que tinha fortes ligações ao PCP.
Apesar de tudo, viria ainda a apoiar a candidatura presidencial do general Norton de Matos, em 1949.